Aprender na escola de música

Iniciação musical para bebês (0 a 2 anos de idade)

Nas propostas para bebês e crianças até dez anos de idade, considera-se que, quanto menor a faixa etária, mais holística tende a ser a natureza da aprendizagem. Nas aulas para bebês, todo o conhecimento possível está presente em uma única aula semanal de percepção e apreciação, com atividades curtas e diversificadas, que proporcionam experiências significativas para a aprendizagem.

 

Iniciação musical (3 a 5 anos de idade)

À medida que a criança cresce, as aulas passam a prever que ela cante cada vez mais, em propostas que objetivam principalmente a educação do movimento associada à percepção de cada elemento da linguagem musical.

 

Percepção e prática musical (6 a 10 anos de idade)

A partir dos cinco ou seis anos, as aulas de percepção e apreciação passam a incluir uma prática musical com teclados, violões, canto e percussão corporal. Se a criança manifestar uma preferência por um instrumento, podem se iniciar nessa fase as aulas individuais.

 

Formação musical para pré-adolescentes e adultos

Nas propostas para pré-adolescentes e adultos, conteúdo e expressão musicais estão presentes tanto nas aulas individuais de INSTRUMENTO quanto nas aulas coletivas de PERCEPÇÃO E APRECIAÇÃO, de ORQUESTRA MULTIFUNCIONAL e de PRÁTICA DE CONJUNTO.

 


INSTRUMENTO

Essas aulas oferecem ao aluno a oportunidade de desenvolver as bases da sua Expressão musical. No contato com cada obra, ora lendo e interpretando ora variando e improvisando, constrói-se uma continuidade com o instrumento escolhido a partir da integração entre corpo, movimento, projeto sonoro e sentido musical.

canto
bandolim / cavaquinho / contrabaixo / guitarra / viola / violão / violino / violoncelo
acordeon / cravo / órgão / piano
bateria / percussão
flauta doce / flauta transversal / gaita / saxofone / trombone / trompete

 

PERCEPÇÃO E APRECIAÇÃO

Nessas aulas o aluno tem a oportunidade de desenvolver as bases da sua percepção consciente do Conteúdo da música como linguagem. Escutando, cantando variações, improvisando, compondo, interpretando e percebendo sempre de que maneira cada acontecimento musical toca sua sensibilidade, o aluno constrói um vocabulário de imagens musicais.

 

ORQUESTRA MULTIFUNCIONAL

Essas aulas constituem uma prática musical voltada principalmente à percepção do Conteúdo da linguagem musical. Ao contrário da orquestra tradicional, oferece a todos os alunos a oportunidade de tocar e se familiarizar com cada uma das funções musicais previstas - linha de baixo, melodia, acompanhamento rítmico, sequência de acordes, etc - utilizando recursos do teclado multi-timbral e do violão. Essa prática permite que cada aluno possa conhecer as características sonoras dos diversos instrumentos e compreender mais claramente as relações entre acontecimentos musicais simultâneos, atribuindo maior sentido à sua própria expressão. A participação nas aulas de orquestra multifuncional, que para os mais novos e iniciantes, tem grande aproximação com as aulas de prática de conjunto, permite também que o aluno desenvolva e utilize as competências necessárias para tocar de cór.

 

PRÁTICA DE CONJUNTO

Essas aulas são voltadas principalmente ao desenvolvimento da escuta e interação com outros músicos, tendo o instrumento escolhido como meio para a Expressão musical individual e coletiva. Com alguma autonomia no instrumento e competência para lidar com a notação musical, o aluno já pode participar desse tipo de aula, que atende grupos com número pré-definido de integrantes. As propostas para essa prática são projetos com duração definida, compatíveis com as necessidades de desenvolvimento dos participantes. Levadas, blues, improvisação em gêneros específicos, interpretação em música de câmara ou em grupos vocais, são exemplos de projetos.

Perguntas Freqüentes

1. Meu desejo é tocar. Por que devo ter aulas de Percepção?
Aprender simplesmente a tocar um instrumento não significa necessariamente aprender música. Toda aprendizagem musical precisa ter como meta o equilíbrio no desenvolvimento de dois conjuntos de competências: as que permitirão ao aluno utilizar a música como linguagem e as que lhe permitirão utilizar o instrumento como meio expressivo. A música é uma linguagem sonora que se apreende em situações de experiência musical a partir de relações entre "o que eu percebo" e "como o que eu percebo me toca". Tocar sem perceber é como ler sem compreender.

2. O que é Orquestra Multifuncional?
A Orquestra Multifuncional é uma prática musical voltada principalmente à percepção dos conteúdos da linguagem musical. Ao contrário da orquestra tradicional, oferece a todos os alunos a oportunidade de tocar e se familiarizar com cada uma das funções musicais previstas - linha de baixo, melodia, acompanhamento rítmico, sequência de acordes, etc - utilizando recursos multi-timbrais do teclado e as possibilidades do violão. Essa prática permite que cada aluno possa compreender mais claramente as relações entre acontecimentos musicais simultâneos, atribuindo maior sentido à sua própria expressão. Nesse processo, pode também perceber mais conscientemente certas configurações musicais (acordes, padrões rítmicos, escalas, etc.) que tendem a permanecer mais abstratas quando articuladas apenas com outros instrumentos.

3. O que é Prática de Conjunto e no que ela se diferencia da Orquestra Multifuncional?
A Prática de Conjunto prioriza o desenvolvimento da Expressão e tem conexão com a aula de Instrumento (instrumento da expressão); a Orquestra Multifuncional prioriza a música enquanto Linguagem, tem conexão com a aula de Percepção e utiliza o teclado e o violão como instrumentos da aprendizagem. Ambas têm a finalidade de garantir uma das principais concepções adotadas pelo Espaço Musical: aprender música com música - ou seja, aprender a partir da própria experiência musical. Para os alunos mais novos e iniciantes, os primeiros objetivos da prática de conjunto são propostos dentro da atividade de Orquestra Multifuncional. Com um pouco mais de autonomia no instrumento, o aluno passa a participar também de grupos específicos de Prática de Conjunto com número limitado de participantes. As propostas para esse tipo de prática são projetos (por exemplo, levadas, blues, improvisação, interpretação em música de câmara ou em grupos vocais, etc.) com até um ano de duração, adequados às necessidades de desenvolvimento dos músicos que dele participam.

4. Qual a idade ideal para iniciar o ensino de música com instrumentos?
A utilização de instrumentos musicais como recurso da aprendizagem pode se iniciar com qualquer idade. As condições de desenvolvimento e motivação de cada criança vão abrindo portas para que ela comece a explorar as possibilidades que os instrumentos musicais oferecem para a sua expressão. No Espaço Musical as aulas específicas de piano, por exemplo, costumam se iniciar a partir dos 5 ou 6 anos de idade; as de violão a partir dos 7 ou 8 anos.

5. Qual o momento ideal para iniciar aulas individuais de instrumento?
O início depende principalmente da escolha e da aquisição do instrumento - que em alguns casos não precisa ser imediata. No projeto atual do Espaço Musical a aula individual de instrumento é fundamental, porque, mais do que o ensino específico do instrumento, o professor é uma espécie de tutor, que acompanha e ajuda o processo do aluno em todas as aulas.

6. O que leva uma pessoa a escolher um instrumento musical?
O desejo inicial de aprender um instrumento pode se dar a partir do som, do gesto que produz esse som, da imagem associada à performance, do contato com o instrumento, da influência de familiares e amigos ou outros fatores. Mas a experiência mostra que o aluno só pode se manter motivado no percurso da aprendizagem se vai descobrindo que os seus desejos de expressão musical são compatíveis com as possibilidades que o instrumento oferece.

7. Tocar piano ou teclado; tocar violão ou guitarra: existe alguma diferença para quem aprende?
Sim, quando as aulas são voltadas para a expressão no instrumento. Não, quando as aulas são voltadas para o acesso aos conteúdos da música como linguagem.

8. Quanto tempo dura o curso?
A escola prevê grupos com duração média de dois anos durante os quais o desenvolvimento da Percepção Básica de cada aluno é a prioridade. A partir desse estágio, compor, arranjar, improvisar e interpretar passam a ser cada vez mais as atividades meio e fim de todo o processo de aprendizagem da música como linguagem. Assim, as experiências propostas em aula permitem que o aluno aprenda música com música e encontre sentido musical em tudo que lhe é ensinado.

9. Por que música como linguagem?
A música pode ser aprendida e praticada de muitas maneiras. Porém, quando aprendida como linguagem, nos permite perceber de maneira consciente e sensível as imagens musicais. Isso significa não apenas compreender as relações entre sons que determinam ideias musicais, mas também aprender a associá-las aos sentimentos que essas ideias nos inspiram. Como a língua materna, a música aprendida como linguagem é um conhecimento cuja utilização está ao alcance de todos, independentemente de talento ou dom.

10. Por que aprender música?
O ser humano constrói conhecimento pelo pensar e pelo sentir. Para refinar essa construção precisa apoiar-se em linguagens. O Espaço Musical considera que a fala e a música são linguagens sonoras que se complementam mutuamente e lhe permitem tal refinamento, mas somente se ensinadas, aprendidas e utilizadas com esse fim.

11. Eu não quero ser profissional. Por que devo participar das aulas em grupo?
Em função do curso Formação de Músicos Educadores, muitas pessoas tendem a ver o Espaço Musical como uma escola de formação profissional. Mas, sua principal missão é oferecer a todos os interessados o acesso a um conhecimento em música que, além de funcionar como entretenimento, lhe permita o acesso a uma dimensão mais estética da música - algo indispensável para que esse conhecimento possa ser mais significativo na formação do aprendiz como ser humano.

Quadro de professores jan 2015